PLS 68/2017 LEI GERAL DO ESPORTE. Maurício Copertino- 07/06/22

Sou Treinador de Futebol, cidadão e seu eleitor. Me chamo Maurício Copertino e sou Treinador de Futebol há 12 anos.

07/06/2022 09:07:24
Divulgação

Somos formados nos campos de futebol deste país, graduandos e graduados, certificados pela CBF e CONMEBOL, pela UEFA, especialistas com MBA e reconhecidos serviços prestados ao Futebol brasileiro com títulos nacionais e internacionais. Somamos 5 Títulos Mundiais conquistados com talento, competência e amor pela nossa profissão.

Estou aqui representado pela FBTF (Federação Brasileira dos Treinadores de Futebol) que encaminhou em mãos, importantes artigos da PL Caio Júnior 7560/2014 (em tramitação na Câmara desde 2014) para que estes sejam incluídos na NOVA Lei Geral do Esporte PLS 68/2017 tramitando nesta casa (Senado Federal).

A PL 7560/2014 Caio Júnior foi redigida com o intuito de atualizar a Lei 8.650/1993 que regula o exercício da profissão do Treinador de Futebol no Brasil. A Lei 8.650/93 está desatualizada em razão dos avanços na relação de trabalho entre o Clube de Futebol e o Treinador de Futebol.

Estivemos com o Senador Romário Farias (ex-atleta) no RJ, fomos à Brasília e reunimo-nos com a Relatora da PLS 68/2017, a Senadora Leila Barros (ex-atleta) e com o Senador Carlos Portinho. Fizemos contato com o Senador Flávio Bolsonaro pelo mesmo motivo! Porém, até o presente momento nenhuma das nossas solicitações mereceu qualquer atenção ou destaque na nova lei. Seguimos expostos pelo atraso da atual lei.

Os Treinadores de Futebol são cobrados por resultados e pela modernidade, porém a Lei que nos ampara é antiquada e nos submete à insegurança quanto ao exercício de nossas atividades. Não é incomum um Treinador ser demitido com menos de 30 dias de trabalho, sem receber seus direitos e assistir o mesmo ciclo se cumprindo com o colega que chega para o substituir.

Segundo uma pesquisa realizada na Alemanha, a prática das demissões nos clubes de futebol do Brasil com rara exceção, se deve a incapacidade dos nossos dirigentes esportivos que terceirizam a culpa pela derrota, debruçam sobre a imprudência com a conivência da lei, praticam má gestão e levam os clubes à falência. Essa prática fragiliza nossa Profissão, empobrece a qualidade do espetáculo e provoca a evasão de nossos melhores atletas que vão para o exterior atrás da segurança na profissão e a estabilidade financeira.

Sabemos que a NOVA LEI GERAL DO ESPORTE é abrangente, valoriza o avanço do esporte como meio de inclusão social e a garantia do pódio, que é capaz de nos alçar ao topo do mundo junto das maiores potências. O pódio precisa ser uma consequência da equidade e da justiça social de uma nação! Sem isso não há honra em nenhum título!

Peço em meu nome e em nome dos milhares de colegas Treinadores de Futebol brasileiros, que a PL Caio Junior 7560/2014 e as reivindicações da FBTF sejam atendidas na NOVA LEI GERAL DO ESPORTE PLS 68/2017, para o bem do Futebol Brasileiro, para o bem dos Treinadores de Futebol brasileiros e em respeito aos Treinadores:

Vicente Feola Campeão, em 1958, na Suécia.

Aymoré Moreira Campeão em 1962, no Chile.

Lobo Zagallo Campeão em 1970, no México.

Carlos Alberto Parreira Campeão em 1994, nos Estados Unidos.

Luiz Felipe Scolari Campeão do Penta, em 2022 na Ásia.

Estamos acompanhando passo a passo a tramitação da PLS na casa.


Maurício Copertino
Fonte: Gazeta Digital



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