Suplente de Neri é acusado de assédio sexual e desvio de R$ 1 mi

O petista Nilton Macedo preside a Fetagri-MT e foi formalmente denunciado por servidoras da entidade

16/08/2022 14:50:00
Divulgação

O deputado federal Neri Geller (PP), candidato ao Senado, definiu, nesta segunda-feira (1), o petista Nilton Macedo como segundo suplente de sua chapa.

Ele é  presidente da Fetagri-MT (Federação dos Trabalhadores na Agricultura).

Macedo é alvo de acusações de assédio sexual, moral e supostos desvios financeiros da ordem de R$ 1 milhão na entidade.

As denúncias foram formalizadas, em julho passado, por meio de uma representação no Ministério Público do Trabalho (MPT), assinada pela secretária-geral da Fetagri-MT, Marilza Reis Moraes Silva, e a membro do Conselho Fiscal da Federação, Leudislene da Silveira Fraga. 

No documento, elas apontaram 20 supostas irregularidades administrativas, financeiras e morais cometidas pelo presidente.

Segundo o documento, Nilton foi denunciado internamente dentro do movimento sindical, inclusive com pedido de devolução no valor de R$ 255 mil.

O relatório oficial do auditor da Confederação Nacional da Agricultura (Contag), no entanto, conforme a denúncia, demonstrou o rombo não explicado nas contas da Fetagri/MT na ordem  R$ 1 milhão.

“Ele arquitetou, manipulou e comandou uma assembleia com alguns sindicatos para o absolverem sem dar explicações desse rombo milionário nessa assembleia cheia de irregularidades gritantes e corrompida”, diz trecho da denúncia.

A denúncia aponta que o presidente ainda teria vendido patrimônio físico da entidade abaixo dos valores de mercado, como carros e  terrenos.

O documento também acusa Nilton de praticar nepotismo cruzado, fazer uso indevido de veículos da entidade, além de não realizar as prestações de contas da Federação. 

 

Assédio sexual  e moral

 

A denúncia relata também que ele teria assediado sexualmente funcionárias da entidade.

Uma das vítimas seria uma recepcionista, que, segundo consta no documento, teria sido demitida por Nilton para tentar esconder o crime. 

Conforme o documento, há diálogos em aplicativo de celular que comprovam o suposto assédio sexual.

"A vítima, agora depois de não conseguir mais aturar e se libertar psicologicamente do trauma sofrido está disposta a dar seu depoimento para fins das medidas cabíveis", diz a denúncia. 

O documento ainda relata supostos episódios de assédio moral praticado explicitamente contra as denunciantes com ameaças de expulsão do movimento sindical e real afastamento provisório das funções com o corte das gratificações mensais.

"Perseguição implacável contra as denunciantes na intenção de expulsá-las da entidade com a justificativa ilegal de que elas teriam inventado mentiras sobre um rombo de R$ 255 mil na gestão do presidente", diz outro trecho da denúncia. 

 


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Fonte: MidiaNews



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